<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6473585396293050309</id><updated>2011-11-27T15:37:41.538-08:00</updated><category term='Existencialismo'/><category term='Dicas de Saúde e Bem Estar'/><category term='Problemas Humanos'/><category term='Reflexões'/><category term='Contos Zen'/><title type='text'>Estação Paranoia</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6473585396293050309/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mana Nunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08560898232482780014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6473585396293050309.post-8672880354680017533</id><published>2009-09-19T15:57:00.000-07:00</published><updated>2009-09-19T16:27:00.414-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Momentos Difíceis (Existe um Fim Definitivo para Tudo?).</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/SrVoglwKw5I/AAAAAAAAAGk/VKyqribiBGg/s1600-h/momentos_dificeis.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/SrVoglwKw5I/AAAAAAAAAGk/VKyqribiBGg/s320/momentos_dificeis.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;Não é fácil compreender aquilo que nossos pensamentos se recusam a ver. Como podemos enxergar uma verdade se estamos presos a uma mentira? Imagine um mundo perfeito, onde nada mudasse, onde nada se renovasse, onde o nascido não pudesse se tornar recriado? &lt;br /&gt;Teria razão para existir um mundo assim? Se nada mudasse, se as coisas criadas não se tornassem renovadas, por que deveriam existir? Uma coisa terminada, perfeita, acabada por estar concluída, precisaria existir? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que existimos não sabemos, mas não podemos negar que a renovação é a única certeza que temos diante de nós. Não podemos evitar, a renovação é a lei das coisas creadas, é a força motriz do universo. Ele cria e ao contrário do que pensamos, não recria. Ele apenas dá continuidade aquilo que já criou. Não teria sentido algum recriar e recriar, partir para sempre do ponto zero, para o próprio ponto zero. Isso seria a auto-anulação, o fim de si mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se cria não pode ser descriado, mas deverá, e o será, para sempre modificado, renovado, aperfeiçoado. Não nascemos porque já existimos antes, mas porque já fomos criados. Aquilo que nasce não foi criado, mas apenas continuado em seu eterno movimento de transformação. Aperfeiçoar não quer dizer finalizar, chegar a um ponto final, mas antes disso, a infinita caminhada do creado, para o mais de si mesmo. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;sofrimento humano é tão verdadeiro quanto o é o existir de todas as coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine uma planta incapaz de sair de suas raízes, incapaz de buscar água profunda nos momentos de crise, incapaz de sintetizar os nutrientes da terra que a mantém viva. Seria essa planta coisa perfeita? Assim também não acontece conosco? Como podemos nos renovar se não nos movemos em nenhuma direção, se permanecemos estáticos, fixos, não seria o mesmo que estarmos mortos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma criança ao desenvolver-se não deixará de ser criança para se tornar adulto? Não nasce um adulto e morre uma criança? É possível que um exista sem a morte do outro? Como podemos nos renovar, renascer, se não nos permitimos adentrar em um mundo novo, que até pode ser desconhecido para nós, assim como o é para o adolescente que se torna adulto, para a criança que se torna adolescente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se enganem meus amigos, o existir é coisa infinita, coisa essa que pode ser mal compreendida pela nossa estreita e previsível mente, mas que se torna real quando estamos dispostos a examinar o próprio viver, dia após dia, onde aquilo que fica para trás servirá de base para nossos futuros alicerces. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita Luz , equilíbrio e força para todos.&lt;br /&gt;Autor anônimo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6473585396293050309-8672880354680017533?l=estacaoparanoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/feeds/8672880354680017533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/2009/09/diante-do-processo-morte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6473585396293050309/posts/default/8672880354680017533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6473585396293050309/posts/default/8672880354680017533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/2009/09/diante-do-processo-morte.html' title='Momentos Difíceis (Existe um Fim Definitivo para Tudo?).'/><author><name>Mana Nunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08560898232482780014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/SrVoglwKw5I/AAAAAAAAAGk/VKyqribiBGg/s72-c/momentos_dificeis.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6473585396293050309.post-53262352882082248</id><published>2009-09-13T10:56:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T11:02:46.011-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Zen'/><title type='text'>O Avarento</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/Sq0yPuU-CHI/AAAAAAAAAGE/KS4RglhOh-U/s1600-h/tesouro.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" mq="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/Sq0yPuU-CHI/AAAAAAAAAGE/KS4RglhOh-U/s320/tesouro.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Um rico avarento encontrou um pote cheio de moedas de ouro, enterrado em sua propriedade. Com receio de que alguém o visse, cobriu tudo com galhos de mato e no dia seguinte, disposto a ficar de olho no seu achado, levou sua mulher ao lugar e lhe disse: “Acho que vou mandar construir uma pequena cabana nesse local, para onde nos mudaremos, pois considero essa área mais fresca que a da casa, e assim poderemos passar tardes mais agradáveis; o que você acha da idéia?”. Ela claro, concordou, pois já se cansara da pequena e precária casa onde viviam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele claro, não arredou o pé durante toda obra, e sua maior recomendação fora a de preservar o espaço, onde estava o arbusto que cobria seu tesouro. Mandou inclusive construir um pequeno muro em volta. “Adoro esse tipo de arbusto”, justificava ele. E como não se desse por satisfeito, sempre desconfiado de tudo e de todos, durante a noite costumava se levantar várias vezes, e para não chamar a atenção de sua mulher, resolveu fingir que era sonâmbulo. E sua mulher dizia: “É perigoso caminhar dormindo, acho que você deveria ir no doutor”. Ele claro, inventava mil coisas e sempre dava um jeito de não ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre, que tomado por uma longa enfermidade, causada pela friagem da noite, logo viu toda sua fortuna sumir. Então ele se vê verdadeiramente pobre como sempre fizera questão de parecer. Mas, recuperado da enfermidade, e tranqüilo por saber que ainda dispunha do pote de ouro escondido, disse à sua mulher: “Dinheiro é assim mesmo, a gente ganha, a gente perde”. A mulher quase não acreditava naquilo que ouvia, e atribuiu o fato, aos efeitos colaterais dos remédios que tomara, e da longa enfermidade. Como era possível que um homem sovina daqueles, fosse capaz de se transformar assim; só podia ser efeito da medicação. Respirou aliviada, e pensou: “Logo o efeito dos remédios passa, e tudo volta a ser como era antes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que sua mulher sela de vez suas pretensões ao lhe confidenciar: “Você sabe que sua enfermidade foi longa e cara para nós. Ocorre que num dado momento faltou dinheiro para dar prosseguimento. Por isso tivemos que procurar outro médico. Este teve de começar do zero e finalmente gastamos até o que não tínhamos. Disse que se tivéssemos terminado o tratamento com o primeiro, a cura teria sido mais rápida. Tive então que vender nossas terras para um arrendatário que nos proibiu de tocar em qualquer coisa que nela exista. Para isso até colocou aqui um empregado apenas para nos vigiar, dia e noite, até o dia que deixarmos o local”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6473585396293050309-53262352882082248?l=estacaoparanoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/feeds/53262352882082248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/2009/09/o-avarento-um-rico-avarento-encontrou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6473585396293050309/posts/default/53262352882082248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6473585396293050309/posts/default/53262352882082248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/2009/09/o-avarento-um-rico-avarento-encontrou.html' title='O Avarento'/><author><name>Mana Nunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08560898232482780014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/Sq0yPuU-CHI/AAAAAAAAAGE/KS4RglhOh-U/s72-c/tesouro.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6473585396293050309.post-3236412689038656863</id><published>2009-08-31T06:42:00.000-07:00</published><updated>2009-08-31T06:44:38.529-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Zen'/><title type='text'>Humildade?</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/SpvTIsel6tI/AAAAAAAAAF0/ozNYPRQaIW0/s1600-h/conto_zen2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/SpvTIsel6tI/AAAAAAAAAF0/ozNYPRQaIW0/s320/conto_zen2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Um homem muito pobre, que passava horas a trabalhar na lavoura, de um pequeno terreno que possuía, vivia a lamentar-se: &lt;i&gt;“Tudo que aqui nasce, é apenas suficiente para o sustento de minha família. Se pelo menos sobrasse um pouco do que produzo, poderia levar ao mercado e vender...” &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;/div&gt;E todos os dias, lá estava ele no seu pequeno sítio, cuidando da lavoura e a lamentar-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;“Bem que podia sobrar só um pouquinho da colheita; sei que conseguiria vender no mercado, e aos poucos, poderia dar melhor vida aos meus filhos; vida melhor que a de agricultor que é o que os espera...”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comovidos com sua penúria, os Deuses resolveram intervir e fizeram com que suas terras lhe ofertassem uma milagrosa safra. Ele contente, exclamou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Que grande safra, agora posso vender o excedente no mercado! Imagine se tivesse suplicado aos Deuses; certamente a safra seria ainda maior.”&lt;/i&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6473585396293050309-3236412689038656863?l=estacaoparanoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/feeds/3236412689038656863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/2009/08/humildade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6473585396293050309/posts/default/3236412689038656863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6473585396293050309/posts/default/3236412689038656863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/2009/08/humildade.html' title='Humildade?'/><author><name>Mana Nunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08560898232482780014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/SpvTIsel6tI/AAAAAAAAAF0/ozNYPRQaIW0/s72-c/conto_zen2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6473585396293050309.post-5879190161267957722</id><published>2009-08-31T06:19:00.000-07:00</published><updated>2009-08-31T06:47:03.018-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos Zen'/><title type='text'>O Ganancioso</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/SpvN62fYt8I/AAAAAAAAAFk/7W-WHtXVY9E/s1600-h/conto_zen1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/SpvN62fYt8I/AAAAAAAAAFk/7W-WHtXVY9E/s320/conto_zen1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Eis um conto de ensinamento que julgo de grande valor para todos.&lt;br /&gt;Como o recebi estou publicando.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rico fazendeiro possuía uma grande propriedade muito fértil, e ao seu lado havia um vizinho muito pobre com um pequeno sítio, de terras muito áridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande lago de águas límpidas cobria grande parte das terras do rico e o vizinho pobre ao lhe solicitar um pequeno córrego para irrigar sua insignificante propriedade, lhe respondeu o rico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se faço isso, logo ficarei sem água, pois um pede um pouco, depois quer mais, e assim, nunca mais acaba a necessidade que é sempre crescente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De pouco adiantaram os argumentos do pobre de que sua propriedade era pequena e de que a quantidade dágua muito pouca, e sem chances de aumentar de consumo como ele imaginava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos depois, na propriedade do pobre surgiu um pequeno veio dágua que começou a criar um pequeno açude em seu terreno. Ao ver aquilo, o rico chamou seus engenheiros e lhes disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Acho que há um vazamento do meu lago para as terras do vizinho. Deve ser em baixo da terra, pois não vejo nada em cima. Quero que construam em volta do meu lago uma grossa e firme parede de concreto, de modo que esse vazamento seja fechado...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fez-se isso. Mas com o passar do tempo, o açude do pobre enchia mais e mais e logo o lago do rico se esvaziou. Então ele descobriu que o veio de água que enchia seu lago, ficava nas terras do vizinho pobre e que ao fechar o caminho deixara de receber a água.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6473585396293050309-5879190161267957722?l=estacaoparanoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/feeds/5879190161267957722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/2009/08/o-ganancioso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6473585396293050309/posts/default/5879190161267957722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6473585396293050309/posts/default/5879190161267957722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/2009/08/o-ganancioso.html' title='O Ganancioso'/><author><name>Mana Nunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08560898232482780014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/SpvN62fYt8I/AAAAAAAAAFk/7W-WHtXVY9E/s72-c/conto_zen1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6473585396293050309.post-7776236804248739896</id><published>2009-08-31T05:50:00.000-07:00</published><updated>2009-09-16T17:17:30.089-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Aprendendo a Pensar</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/SpvIgCE6-uI/AAAAAAAAAFc/pDlMhII6fPE/s1600-h/aprendendo_a_pensar.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/SpvIgCE6-uI/AAAAAAAAAFc/pDlMhII6fPE/s320/aprendendo_a_pensar.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Observe uma criança recém nascida, ela ainda não sabe falar, mal consegue enxergar além do seu próprio nariz, e é completamente dependente dos seus pais ou responsáveis. No interior do seu cérebro existem apenas as informações necessárias para que seja capaz de exercer seu instinto, é por isso que ela sabe chorar, sabe expressar um desconforto físico. Para quem não sabe, um bebê não enxerga direito, seu sistema visual ainda carece de amadurecimento, e nessa fase, ele vê tudo embaçado, difuso, sem uma forma definida, até porque seu centro cerebral, o gerenciador de informações recebidas, ainda está se organizando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ou o que gravou em seu cérebro as informações instintivas, a chamada memória instintiva, isso não é assunto para ser discutido agora, mas graças a isso, ela sabe fazer “algumas” coisas, mesmo sem ter recebido instrução prévia, de nenhum adulto. Os demais animais, os irracionais, também funcionam desse mesmo modo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus pais ou responsáveis, que já possuem uma razoável experiência de vida, que podem ser jovens ou adultos, já convivem em um mundo bem conhecido deles, com suas regras, suas anomalias, suas tradições culturais, suas crenças, suas ideologias políticas e religiosas, e assim por diante. O modo como estes “responsáveis” vão tratar essa criança, logicamente, vai depender do conhecimento que possuam. Se apenas conhecem o seu modo de cuidar das coisas, irão se valer dessa experiência, desse modo de agir e interagir, para cuidar do seu bebê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cantigas de ninar que cantarão para fazê-lo dormir, ou acalmá-lo, serão aquelas que já conhecem, que sabem cantar, mal ou bem, que também escutaram quando eles próprios eram crianças. Até ai não há novidade alguma, afinal de contas, todos agem da mesma forma, todos repetem aquilo que já aprenderam antes, essa é a lógica da coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, aquela criança, ainda não repetiu nada, não tem experiência de vida, por isso não possui memórias, que são as lembranças das coisas vivenciadas, experimentadas. Por isso, ainda não deseja, não sente raiva ou empatia, não é medrosa, nem guarda rancor das pessoas, ou planeja um futuro, qualquer que seja, para si mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa etapa, as crianças, estão completamente vazias, por isso não pensam, mas já possuem o potencial para serem preenchidas, pelo pensamento dos outros. Conhecer a utilidade de uma coisa para depois decidir o que fazer com ela, isso é pensar, deduzir, e isso requer experimentação anterior, vivência, memorização, e como elas ainda não passaram por nenhuma dessas fases, não sabem para que as coisas servem, portanto, não pensam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a capacidade de pensar, isso elas já possuem. Capacidade de pensar é bem diferente de saber pensar. A capacidade de pensar é involuntária, é inata, não depende de memórias, nem de lembranças. O instinto é assim, não carece de experimentação anterior, mas existe. Saber pensar é coisa calculada, que requer memórias, lembranças de como as coisas funcionam, para que servem. O pensamento é um ordenamento das memórias, de modo que arrumadas de forma lógica, façam algum sentido, signifiquem alguma coisa, capaz de se expressar através de uma ação, do veículo, quer dizer, do indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a capacidade de pensar, todo ser humano possui como potencial, e isso não depende de suas vontades, ou de aprendizado algum. Já para se construir um pensamento, esse mesmo ser humano, precisa de informações, precisa de experiência, necessita da lembrança das suas memórias. As memórias virão, serão formadas quando ele tiver experimentando as coisas do mundo. Quando estiver com todo seu sistema sensorial funcionando perfeitamente, pronto para receber, perceber e interpretar de forma clara, às impressões que lhe chegam do mundo exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interpretar nessa primeira fase, se resume a avaliar de forma clara, quando um objeto ou situação, embora não possam ser racionalmente compreendidos, podem ser capturados pelos seus órgãos sensoriais, isto é, ser percebido. Ela, a criança, ainda não possui intelecto, que são as memórias de sua experiência de vida, pois ela está no inicio de sua jornada, vazia, aguardando por tudo isso. Nessa etapa da vida, ela aprenderá muito com aqueles que estão do seu lado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, seu cérebro, embora ainda vazio de informações, de memórias, das regras operacionais do mundo, já possui a capacidade involuntária de memorizar qualquer coisa capaz de ser detectada pelos seus cinco sentidos. Receberá assim as primeiras informações, vindas de outro adulto, que já sabe das coisas, que já vive estas coisas, que já faz parte de um mundo existente, que repete suas regras morais, materiais e espirituais, desde incontáveis gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como os adultos, elas também serão ensinadas a repetir. Se já existe em cada ser humano um potencial inato, para através da repetição, apreender as coisas que lhe sejam necessárias à sobrevida na terra, os adultos, que já são mestres no repetir de velhas regras, mitos e tradições, tenderão a repassar todo processo pelo qual os mesmos já passaram, às suas crianças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todas as regras de funcionamento de qualquer coisa existente em nosso mundo, serão simplesmente copiadas, de uma mente para outra, do mesmo modo que se duplica um livro já publicado. E do mesmo modo que se revisa um livro, também, eventualmente, alguma ressalva é acrescentada a tudo que já existe, e basicamente é a isso que chamamos de pensar. Assim, para nós, repetir velhos procedimentos técnicos ou sentimentais, significa pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se observarmos uma criança a brincar, entretida com um brinquedo do qual ela realmente gosta, parecerá a mesma separada do resto do mundo. Nesse processo de atenção total, ela não segue nenhuma regra estabelecida, ela cria suas próprias alegorias, de forma livre, ignorando mesmo o conhecimento rígido que possua sobre outras brincadeiras que lhe são familiares. Poderá até repetir gestos, rotinas de atividades que já conhece, mas a exemplo da capacidade de andar, onde o pensamento não interfere, assim também nesse momento sucederá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe da rigidez das regras pré-estabelecidas, onde o pensamento não está exigindo, comparando, seguindo regras que não podem ser quebradas, ela fica a vontade para criar, sem medo dos censores, sem medo de castigos, sem a obrigação de agradar para receber recompensas. Nesse estado de ignorar os próprios pensamentos, ela se torna inteligente. Não é dependente nem prisioneiro de ninguém, de nenhuma lei, não precisa seguir roteiros conhecidos, está disposta a criar seu próprio caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumpre ao educador compreender o que significa este não pensar, e apenas assim, terá dado o primeiro passo rumo ao que de fato significa pensar. Ao perceber que não pensa, estará pela primeira vez, pensando. Não se trata de jogo de palavras, mas a simples constatação de que aquilo que ele chama de pensamento, de fato não é pensamento, apenas discordância ou concordância, já demonstra inteligência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autores: &lt;br /&gt;Ester de Cartago/ Jon Talber&lt;br /&gt;Email: estercartago@yahoo.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6473585396293050309-7776236804248739896?l=estacaoparanoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/feeds/7776236804248739896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/2009/08/aprendendo-pensar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6473585396293050309/posts/default/7776236804248739896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6473585396293050309/posts/default/7776236804248739896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/2009/08/aprendendo-pensar.html' title='Aprendendo a Pensar'/><author><name>Mana Nunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08560898232482780014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/SpvIgCE6-uI/AAAAAAAAAFc/pDlMhII6fPE/s72-c/aprendendo_a_pensar.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6473585396293050309.post-6884380744615631028</id><published>2009-08-29T09:50:00.000-07:00</published><updated>2010-07-10T14:03:28.119-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>A Mulher</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Reflexões Sobre a&amp;nbsp;Vida&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como pessoa, quem sou afinal de contas? Tenho nome, tenho profissão, tenho família, tenho ideais, tenho meus medos. Sei que existo porque me percebo diante do espelho, sei que existo porque tenho pensamentos, escuto meus pensamentos, tenho minhas próprias opiniões, ou não serão minhas? Por que preciso da aprovação de alguém até para expressar satisfação com alguma coisa? Será que somos todos assim, ou apenas eu? Hoje me percebo insegura, claramente indecisa quando preciso decidir algo, logo eu que sempre detestei pessoas indecisas, que sempre condenei a morosidade de algumas diante de uma escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/SrGM2e4r2aI/AAAAAAAAAGM/AzALwOCUkFQ/s1600-h/mulher2.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" mq="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/SrGM2e4r2aI/AAAAAAAAAGM/AzALwOCUkFQ/s320/mulher2.gif" /&gt;&lt;/a&gt;Vejo como percebo o mundo hoje. Isso é muito estranho, pois até parece que ele só passou a existir a partir desse momento. Não lembro de percebê-lo quando era mais jovem, quando, nem lembro quais eram minhas preocupações. Será justo condenar agora os jovens que passam o dia sem fazer nada, será que eu não fazia o mesmo? Se fizesse algo útil, proveitoso, certamente que lembraria, mas como não lembro, é quase certo que fazia o mesmo que os de hoje fazem. Lembro das minhas amigas, mas não lembro bem sobre o que conversávamos. Que mundo era o meu, quais minhas aspirações, meus receios, minha idéia de futuro? Entrar na faculdade, namorar e casar, ter filhos? Não consigo lembrar, mas certamente que era tudo isso, pois fiz faculdade, namorei, casei e tive filhos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Era o que eu queria fazer? Hoje percebo que ainda não tenho a resposta para tal questão, pelo menos não uma resposta enfática, definitiva, pois sequer sei o que é ter vontade própria. O que é o querer, é uma vontade minha, é um desejo realmente meu, ou apenas a sugestão de outros que diligentemente aceito sem perceber? São minhas vontades que transformo em ação, faço realmente aquilo que quero sem depender de opiniões, ou faço apenas aquilo que não contraria a vontade dos outros? Por que devo me preocupar com a opinião de outros se a vontade deveria ser minha, não é minha vida? Por que devo seguir contra meu querer apenas para agradar a outras pessoas? Afinal a vida é minha ou dos outros? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não posso fazer o que quiser, se não estou prejudicando ninguém? Se não estou com vontade de ir à escola, por que não me respeitam, por que sou obrigada a ir mesmo contra minha vontade? Por que tenho que ter filhos depois de casar? A vida a dois não seria suficiente para preencher os ideais de um casal? Por que casei afinal de contas, por que precisamos de um contrato para formalizar uma simples união entre um homem e uma mulher? É um sentimento que está em jogo ou um negócio como outro qualquer? Por que o contrato? Será que é para garantir que a união perdure mesmo que com o tempo a relação se desgaste? Por causa do contrato devo me contentar em ser infeliz ao lado de quem não gosto, apenas para cumprir um acordo comercial? E meus sentimentos, e meu querer, e minha vida, minha felicidade, nada disso é levado em conta? Já que se trata de um acordo comercial, percebo que os sentimentos de nada valem, valessem alguma coisa, o respeito mútuo e a consideração deveria bastar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrato para regulamentar sentimentos, que coisa terrível, mas se é assim, como nada posso fazer, porque não incluir no mesmo os sentimentos, afinal não foi o sentimento que supostamente nos uniu? Será que foi sentimento, ou apenas um tipo de interesse vulgar? Sim porque somos movidos a interesses pessoais. Por que casamos, para cumprir um papel social, para procriar, para termos alguém fixo com quem podemos saciar nossos desejos mais íntimos? Por que uma mulher tem que cuidar dos filhos e da casa, enquanto o marido se ausenta e passa o dia no trabalho longe de tudo? Por que não podemos nos cansar e negar sexo quando o mesmo o exige? Por que cumprir as obrigações matrimoniais de marido e mulher se resume a dar sexo quando o homem nos procura? Por que não podemos ter nossas vontades e disposições assim como eles, o que está errado, somos nós? Por que aceitamos tão indigno papel sem contestar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que nós mulheres temos que ser virgens antes do casamento, enquanto que entre os homens e a sociedade, a experiência sexual prévia é bem vista, sendo mesmo um sinal de masculinidade, de virilidade, de virtude? Por que os homens se vangloriam de ser o primeiro, exibindo a virgindade da mulher conquistada como um troféu, se para eles mesmos a própria virgindade é sinal de desonra? Por que para os homens ter outras mulheres é normal, é tolerável, e por que devemos perdoa-los, mesmo sabendo que se fosse o inverso eles teriam até o direito legal, garantido por lei, de nos matar? Que vida infame é esta onde os homens podem qualquer coisa, e as mulheres podem apenas ser escravas e objetos de prazer deles? Por que as religiões não se posicionam abertamente a nosso respeito, ao invés de hipocritamente se omitirem, não será porque são dirigidas por homens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que uma mulher que traí tem má fama, enquanto que um homem que traí é agraciado pela sociedade como um verdadeiro macho, uma garanhão, um puro latino, um brasileiro legítimo, e será para sempre louvado e mesmo desejado por outras mulheres? O que é a traição? Quem trai o que? Não será traição maior violar meus sentimentos para cumprir um contrato absurdo onde os sentimentos pouca importância tem, e apenas se prestam a formalizar aparências, a oficializar um circo social que agrada a todos que prezam pela hipocrisia? Por que a igreja não diz na hora da consagração, até que a vontade dos dois os mantenham unidos, ao invés de proferir uma sentença de morte como a prerrogativa final de uma união?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que a mulher precisa ter filhos para agradar a sociedade, e ao marido, mesmo sabendo que muitas vezes isso arruinará sua carreira e aspirações profissionais? Por que as mulheres podem e são motivadas a desistirem de tudo em prol da família, dos filhos, do marido, e aos homens nada disso é exigido? Por que a mulher deve largar emprego, amigos, família e tudo mais, se o marido vai trabalhar em outra cidade, quando sabemos que jamais ele faria tal coisa, fosse a situação inversa? Homens podem aliviar o estresse do trabalho com os amigos, e por que a mulher que trabalha muito mais cuidando da casa e dos filhos, não pode? Por que devemos nos submeter ao crivo da sociedade, dos amigos da família, obedecendo aos seus padrões, suas vontades apenas para sermos visto como boazinhas, como virtuosas, o que esperamos ganhar com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quem é a vida afinal, nossa ou dos outros? Hoje percebo que ela não me pertence, pois a opinião alheia é a única coisa capaz de direcionar todos os meus atos. Percebo o quanto me tornei escrava da minha hipocrisia, das aparências que preciso a todo custo manter para parecer virtuosa, ser bem respeitada, para que todos me vejam como uma boa moça. Devo mais satisfação aos outros que a mim mesmo. Mas por que faço isso, por que violentamente nego minhas vontades, meus sentimentos, apenas para manter uma falsa imagem de virtude diante de um mundo que não respeita a vida, um mundo brutal, maligno que não respeita nada nem ninguém? Por que preciso falsamente apoiar tanta maldade e hipocrisia, mesmo sabendo de todos os males que causam, sem respeito algum, a mim e aos outros? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo hoje que o que fiz de minha vida, foi exatamente cumprir vontades e determinações alheias, e refletindo melhor percebo que fui brutalmente, sadicamente violada, usada para cumprir seus anseios de maldade. Percebo que fui apenas um joguete nas mãos inescrupulosas de tradições cruéis, alimentadas por falsos homens, por falsos santos, por falsas virtudes. Percebo quando fui enganada apenas para satisfazer a vontade de pessoas que conheço e outras tantas que nunca irei conhecer. O que fiz de minha vida senão obedecer, sem ter direito a vontade alguma, sem perceber que era levada pelo poder de coerção de um mundo diante do qual somos meros bonecos, objetos para ilustra-lo, e não seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não me ensinaram a pensar, a me revoltar contra a opressão, a lutar pela liberdade, minha liberdade? Por que tanto enfatizam a liberdade dos notórios, das figuras históricas, quando da minha ninguém nunca se importou, nem mesmo eu? Por que me ensinaram a julgar e criticar e nunca a perdoar? Não digo esse falso perdoar que para nós é apenas uma palavra, uma obrigação religiosa, mas o perdoar por compreender que pessoas erram e acertam. Será o perdão apenas uma palavra sem valor algum, uma instituição construída pela falsa virtude, pela falsa bondade, ou um ato de compreensão? E por que devo perdoar alguém que só me fez mal, afinal quem sofreu fui eu ou o mundo que instituiu as regras para o falso perdão. É fácil pedir para perdoarmos alguém, quando ninguém sofreu na pele o que sofremos. Pode o perdão restaurar um dedo meu arrancado num ato cruel de algum insensato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso conviver com uma cobra venenosa e pedir delicadamente para que ela não me morda? Evidentemente que não, por isso, não entendo o porque da hipocrisia de nos pedir que suporte o sofrimento, para agradar a quem? Quem deve ser agradado somos nós ou os outros? Quem sofre com a dor, de quem é a angústia, senão minha? Percebo hoje o que é a hipocrisia do perdão instituído para agradar a sociedade. Se compreendo a cobra que me mordeu, irei compreender também que não poderei viver com ela no mesmo cativeiro, pois sua natureza é e sempre será morder, isso eu não criei, isto foi e sempre será assim. Pela compreensão de que isso nunca poderei mudar, a perdoarei, mas ela no seu cativeiro, longe de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo o quanto fui insensata e cruel em meus julgamentos, mas onde aprendi a julgar senão com o próprio mundo? Quem pode julgar alguém afinal de contas, por que temos que julgar os outros, se sequer sabemos o que estamos julgando? Pode a dor alheia, o sentimento de cada um ser avaliado por mim? É como decidir se alguém está ou não sentindo dor. Como pude cometer tamanha infantilidade, tamanho absurdo? Palavras não serão capazes de expressar a indignação que sinto diante de tamanha insensatez. Quem somos nós para julgar sentimentos alheios, e que é o julgamento senão uma condenação de alguém que supostamente contraria nossos conceitos de virtude, nossas opiniões pessoais sobre alguma coisa? Se não sei o que é virtude, se não conheço as razões do outro, como posso expressar algum tipo de opinião sem me tornar insensata?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo hoje claramente que todo julgamento será sempre insensato, pois errado e certo, é apenas um conceito vazio, não reflete de modo algum a real motivação de cada um diante de seus atos. Mas quem me ensinou a criticar, não foram os mesmos que também ensinaram os outros a me condenarem? Percebo a insensatez disso tudo, percebo como brincam com nossos sentimentos, nossos destinos, nossa vida. Se de um lado pregam o amor à vida, por outro lado, permitem o genocídio e a guerra em nome da pátria em nome de ideais, de ideologias, de religião. Se de um lado me induzem a aceitar os erros dos outros, condenam os meus, se de um lado me pedem para perdoar, do outro são intolerantes a ponto de criarem leis absurdas, preceitos absurdos, cuja finalidade é apenas de manter o mundo dos hipócritas que usam as sombras para se ocultarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que nunca me disseram que a vida tinha altos e baixos, que os adultos sofrem e não sabem como resolver suas angústias? Por que nunca me ensinaram que as mulheres no mundo dos homens são meras figuras decorativas, são meros objetos para satisfação dos mais baixos instintos desse mesmo cruel e desumano homem? Por que nunca me disseram que na vida eu teria que cumprir obrigações, fazer coisas contra minha vontade, apenas para agradar às pessoas, ao mundo? Por que nunca me disseram que os adultos competem entre si, cada qual em busca do seu escasso espaço pessoal ou profissional, e que por isso mesmo, uns destruirão os outros. Por me disseram que ser ambiciosa é uma virtude, quando hoje percebo que a ambição criou o preconceito, as divisões sociais, as divisões de toda espécie, criou o ser humano cruel cujos objetivos é o destaque e o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que esconderam o mundo real de mim eu não sei, sei apenas que o mesmo fiz com meus filhos. Filhos mimados e afastados da feiúra do mundo, isso também sempre cultivei. Mas acaso os muros que construímos em sua volta acabou a miséria do mundo, não terão que conviver lado a lado com ela agora? Será que por essa omissão não criei seres insensíveis à desgraça alheia? Será que ao esconder deles um mundo diferente, não criei um mundo artificial de fantasia para eles? Será que não os traí escondendo deles uma verdade que já conhecia? Percebo o quão mais sensato teria sido mostrar-lhes tudo desde a infância. Desse modo seriam pessoas mais realistas, mas gratos por viverem num mundo de facilidades, mais generosos e perseverantes em seus ideais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é difícil admitir nossos erros, mas ao menos resta o consolo de que sem eles nunca teria acordado para a realidade. Por que só os acertos são permitidos, por que errar mesmo que seja de forma não intencional é tão horroroso? Por que não nos ensinam que os erros são o caminho para os acertos, que graças aos erros nos tornamos mais humanos, mais flexíveis, mais tolerantes para com os outros. Sem erros, nunca teríamos tolerância com os erros semelhantes nos outros, nunca os compreenderíamos, seríamos para sempre seres duros, inflexíveis, erroneamente perfeitos por julgarmos os demais imperfeitos. Erramos e graças a isso, vemos que isso é algo natural, algo comum a todos os homens, algo humano. Cabe algum julgamento, agora que sei que todo ele é apenas uma comparação entre aquilo que julgo ser, e aquilo que de fato é? O que é errado ou certo afinal de contas, será aquilo que afirmam ser, ou aquilo que do fundo de minha alma percebo que é? Mas posso perceber algo com a mente suja, repleta de opiniões e conceitos que não são meus, que durante toda minha vida repeti sem refletir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os passos para a suposta felicidade, estes conheço bem. Aprendemos sobre eles desde muito cedo. São as histórias infantis, os contos de fadas, a ilusão do felizes para sempre. Refletindo melhor agora, percebo o que era aquela felicidade. Era a felicidade apregoada por todos, o padrão que elegeram como caminho para uma vida feliz, mas a felicidade de quem? Dos personagens certamente, pois da vida humana aqueles personagens nunca fizeram parte. Eram caricaturas artificiais, vivendo num mundo ainda mais imaginário, onde as situações eram fantasias, e a felicidade era uma felicidade destinada apenas àquele mundo, àqueles personagens sem alma, sem razão, figuras simbólicas sem relação alguma com a vida real. Imagine um paraíso cercado de flores com centenas de pessoas sem fazer nada, sentadas, olhando umas para as outras, esperando o tempo passar. Mas era a felicidade dos contos de fada, que adotamos para nossa vida como algo desejável, sem nunca refletirmos se realmente desejamos isso para o resto dos nossos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o que é ser feliz, pois segui direitinho todos os passos para alcançar a suposta felicidade. Estudei com afinco minha vida inteira, sempre fui uma menina obediente e regrada dentro dos melhores conceitos e preceitos de virtude, sempre respeitei a vontade dos meus pais, seguindo cegamente aquilo que diziam ser o melhor para mim, sempre obedeci todos os preceitos religiosos conforme a doutrina ante a qual fui educada, enfim, como deve ser toda criança obediente, aquela que espera pela virtude praticada, ser um dia feliz para sempre. Estudei, cursei faculdade, me formei naquilo que meu pai sempre desejou para mim, é estranho achar agora que eu é que deveria ter desejado isso, enfim, consegui uma profissão. Antes disso, namorei como toda menina deve fazer, e sempre fui cumpridora de todos os meus deveres, que eram bem poucos, limitava-se a me comportar conforme as regras vigentes, e estudar, para não decepcionar meus pais, para deixa-los contentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo hoje, que passamos a vida a fugir da realidade, nos agarrando à ilusão dos contos de fada, ilusão essa que nunca foi, que nunca será real. Como podem nos condicionar à uma fantasia, a fantasia de um mundo inexistente, será porque todos somos apenas uma grande farsa, uma mentira que tenta se ocultar sob o manto de outra ilusão, como é a virtude cultivada nos textos sagrados? Sagrado não seria o respeito dos mais velhos diante dos mais jovens, não lhes escondendo verdade alguma, não lhes prometendo um mundo que nunca existiu? Não seria mais sensato e um verdadeiro sinal de amor ao próximo, respeitar os menos experientes lhes alertando para o mundo cruel que iriam ter pela frente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que critério adotei para escolher meu namorado? Aquele que minhas predisposições apontavam. O que procura uma garota adolescente num rapaz? Primeiro vem a atração física, depois a admiração pelo que ele representa no meio onde vivemos. Ele deve demonstrar ainda que é seguro e que sabe das coisas. Deve ser inteligente, pelo menos aparentar, e deve impressionar outras garotas para que eu me sinta bem, invejada, admirada e respeitada diante de minhas amigas. Se for educado e tiver presença, melhor ainda. Se for de família tradicional, aí já é querer demais, mas é o sonho de qualquer garota. Imagine ser desejada por alguém com origem, com boa situação social, de família conhecida, não é o sonho de qualquer adolescente? O lado favorável, é que com tantos atributos, meus pais jamais impedirão nosso namoro, nunca poderão dizer: esqueça filha que aí não tem futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, segui todas as regras em direção à felicidade instituída pelas tradições. Estudei, enquanto pude freqüentei a igreja, me formei, namorei, casei e tive filhos. Mas algo deu errado e estranhamente sempre achei aquilo tudo superficial demais para ser a felicidade. Não deveria ser a felicidade um estado totalmente livre de preocupações, de apreensões, uma condição onde do acordar ao deitar, a vida fosse plena de alegrias e bem estar? Uma situação onde as perturbações passariam ao largo, e onde marido, mulher e filhos, vivessem em paz, livres de qualquer contratempo, indisposições pessoais, atritos em família? Por que demorei tanto tempo para perceber que isso não existe, nunca vai existir na face da terra, eu não sei, mas sei que da acomodação fiz meus dias. Nunca me provocaram dizendo que deveria ter minha próprias aspirações, que podia pensar por si só e concretizar aquilo que julgasse ser uma realização pessoal. Por que me deixei anular pelo casamento, abrindo mão de todos os meus sonhos, não digo nem aspirações, pois acho que estas nunca tive, se do outro lado meu parceiro nunca abriu mão de nenhuma das suas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretida em criar os filhos, em me preocupar com o bem estar de filhos e marido, passei minha vida, juventude, imersa numa fantasia de que aquilo deveria ser a felicidade, tinha que ser, pois todos à minha volta pareciam contentes. Como é a vida de uma pessoa feliz? Certamente igual a de todas as outras pessoas felizes, não seguimos todos os mesmos padrões, as mesmas regras? Cuidar do marido, ficar em casa cuidando dos filhos e assistindo televisão, visitando parentes por falta de opções, e esperando que os filhos cresçam um pouco, para poder entrar no mercado de trabalho. Trabalhar fora, na profissão que meu pai escolheu para mim. Não querendo ser injusta, deveria ter contestado sua escolha, deveria ser mais rebelde e ter escolhido algo com que me identificasse mais, mas a gente sempre acha que acaba se acostumando com a escolha dos outros, não é assim sempre? O pai escolhe, e o filho por absoluta falta de opiniões acaba por ceder aos conflitos e por fim diz até que sempre sonhou exatamente com aquilo, para deleite dos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que se acostumar a cumprir obrigações é o nosso destino, e se quisermos ser felizes temos de nos conformar com isso. Aliás, percebo hoje que o conformismo é o primeiro mandamento da felicidade instituída. Se conforme com a sua miséria, pois é a cota que lhe cabe nesta vida. Aquele que disse isso, deve ser o mais infame de todos os seres que já pôs os pés sobre a terra. Ele sem querer, ou querendo, criou o covarde, o apático, aquele que nunca está disposto a reivindicar seus direitos, aquele que concorda com a miséria humana, que acha o sofrimento algo bom e até benéfico, que trata a injustiça com indiferença, que concorda com a escravidão do homem. Por que não reagimos, deve ser porque nunca disseram que poderíamos. Não seria a reação, uma forma de contestarmos às ordens insensatas de nossos pais, de questionarmos porque somos obrigados a fazer o que manda a tradição? Então por que iriam nos ensinar isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cientes de que poderíamos contestar, poderíamos mesmo questionar por que somos obrigados a estudar aquilo que não gostamos, por que somos obrigados a rezar para o que não conhecemos, por que temos de casar e obrigatoriamente ter filhos, por que temos que ser bem sucedidos, não conforme nossas predisposições naturais que nunca são incentivadas, mas conforme o que os outros julgam ser melhor para nós. Acaso nos perguntam o que achamos que é o melhor para nós? Por que as mulheres se submetem aos caprichos da sociedade, às regras ditatoriais dos homens? Por que nunca reagem, o que temem, por que não se respeitam como seres humanos, ao invés de se aceitarem como escravas, como inferiores, como propriedades masculinas? Por que não enfrentam os conceitos e preconceitos, do que quer que seja? Por que para o homem tudo é permitido e para a mulher, tudo é permitido desde que seja cuidar da casa, do marido e dos filhos? Por que não contestamos à autoridade religiosa que enfatiza nossa inferioridade em detrimento da superioridade masculina? Esquece essa autoridade quem é capaz de conceber? Não é essa autoridade formada exclusivamente por homens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas mães nunca nos dizem a verdade sobre os filhos, filhos que também um dia fomos. Somos filhos, mas nunca nos vemos como filhos, pelo menos enquanto vivemos sob o cuidado dos nossos pais. Acho que é assim com a maioria, pelo menos comigo foi assim. Nunca parei para entender minha mãe, ou meu pai, pois sempre estava demais ocupada em saber se seria aceita em meu grupo de amigos, em saber o que faria na época das festas. Por outro lado, meus pais sempre estavam ocupados demais com eles mesmos, e suas preocupações se resumiam ao padrão de toda família. Cuidado com os horários, hora de dormir, hora de comer, hora de estudar, sem ao menos saber o que estudávamos. Nunca entendi que aquele gesto de preocupação atendia apenas a um impulso natural, um condicionamento já herdado de sua mãe, e que agora ela repetia sem ao menos aferir se suas ordens haviam sido ou não cumpridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que esconderam de nós a verdade sobre a concepção, convívio e criação dos filhos? É justo isso? É justo deixarem que descubramos sozinhas aquilo que elas já sabiam? Não seria mais sensato sabermos disso e melhor nos prepararmos para a maternidade, para então podermos escolher o momento certo de ter filhos, o momento onde pudéssemos conceber sem sacrifício de carreira, sem frustrações e arrependimentos futuros? E se soubéssemos como são os filhos, não estaríamos mais bem preparadas para enfrentar seus conflitos, para assisti-los de forma consciente, de um modo mais efetivo e menos experimental, com reais chances de formar pessoas equilibradas e cientes de suas responsabilidades?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que diziam que são maravilhosos, se anulavam completamente suas aspirações pessoais, se a obrigavam a passar o dia em casa cuidando deles? Seria uma forma hipócrita de agradar ao marido, para que o mesmo se sentisse realizado e amado, uma forma indireta de lhe dizer que tudo que ele fazia a agradava? Uma espécie de acordo secreto para mantê-lo fiel, para prende-lo a ela? Acho que sim, acho que era tudo isso, pois percebi o mesmo comigo. Que pena que tenha descoberto isso dessa maneira. Percebo hoje como os filhos pouco se importam com os pais, como são egocêntricos e egoístas, como ignoram qualquer coisa que não seja aquilo que lhes proporcione satisfação imediata. Percebo como ignoram os pais, como gostam de serem servidos, e como detestam servir, aos pais evidentemente, pois adoram impressionar os amigos, e a eles nunca negam nada. Lembro que também já fui assim, mas só agora observando-os, percebo isso claramente. Uma dia você terá filhos e entenderá o que digo, isso eu lembro que minha mãe, ao modo dela, tentou me alertar, mas por que eu lhe daria ouvidos, um ser egoísta e autoritário como são os adolescentes, escutam alguém a não ser eles mesmos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sei por que tive filhos e posso afirmar que não foi por amar as crianças. Como podia amar alguém que ainda não existia? Podemos amar uma pessoa que não sabemos existir? Sei que o fiz para agradar ao meu marido, para agradar a sociedade, para não me sentir uma vazia, para dar satisfação a uma instituição que vê um casamento sem filhos como uma anomalia, como uma deformação social. Amasse as crianças, respeitaria as abandonadas, as das ruas, lhes daria atenção, não as trataria como entes invisíveis, como escória, como deformações sociais que deveriam a todo custo ser evitados. Amasse as crianças, teria mais cuidado ao concebe-las agora que conheço o mundo que iriam encontrar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo agora como somos meros instrumentos de procriação, de uma sociedade brutal e covarde, que não sabe o que são sentimentos, que é um modelo para os homens, e uma caricatura para as mulheres. E o que dizem as autoridade religiosas, todos homens incapazes de conceber, incapazes de ao menos saber do sofrimento de uma mãe, de suas preocupações, de suas angústias? Dizem para termos filhos, por que assim deseja o criador. Não será por que os filhos são troféus de duplo sentido? Se de um lado atesta seu domínio sobre a fêmea que os concebeu para eles, para agracia-los, para lhes dar alegria, para enaltecer seus egos estúpidos, do outro atestam sua virilidade, a perpetuação de uma espécie degradante incapaz de amar algum ser vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhos nada sabem do mundo, e aquilo que farão com este mesmo mundo, vai depender daquilo que nele encontram. Será que como eu, farão as coisas seguindo um padrão o que muitas vezes conflitará com suas próprias vontades? Será que terão coragem de enfrentar o mundo e defenderem suas vontades, ou como eu, se submeterão às pressões sociais e farão aquilo que os outros desejam que façam? Fico triste, pois percebo como agem agora. Não são diferentes no modo de vestir, de se expressar, de pensar, dos seus amigos. Parecem caricaturas programadas por um só pensamento coletivo, que lhes dizem, o que devem comer, que cor de roupa devem preferir, que valores devem objetivar. De longe, parecem todos iguais, e não fosse pela familiaridade, não saberia diferencia-los. As fontes de indução são as mesmas, repetem comportamentos de acordo com a importância que cada grupo determina para os seus, freqüentam os lugares que elegeram como símbolos que lhes dão valor, assistem os mesmos programas de televisão, defendem as mesmas causas, são disciplinarmente obedientes à máquina publicitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achando o mundo injusto e ingrato, padecendo com a sua crueldade e poucas oportunidades, sofrendo com a brutalidade da competição insensata entre muitas pessoas pelo simples direito de trabalhar, onde os postos de trabalho cada vez definham mais, ao passo, que o número de candidatos só aumenta, ansiosa por não saber sobre meu próprio e incerto futuro, como posso dizer que amo meus filhos, ao coloca-los, sem que pudessem escolher, em tão cruel realidade? Será amor, entregar tão cruel e desumano mundo aos meus filhos? Não seria mais algo que desejaria aos meus desafetos? Como posso então, de sã consciência, dizer que os respeito, não seria tal ato, algo mais próximo de uma grande insensatez? Percebo que as religiões e as convenções que nos obrigam de forma insensata, a colocar filhos nisso que ousamos chamar de mundo dos humanos, são cruéis e desumanas, e pessoas representam para elas, apenas números que perpetuaram suas ações malignas sobre o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo a rotina dos homens em seus afazeres, a rotina diária de cada um em busca de sua própria segurança e comodidade física. Hoje observo como parecem caricatos exercendo seus previsíveis e incompreensíveis papéis, interpretando a vida como se fosse uma brincadeira de bonecas, onde eles no papel de bonecos programados, colocam dentro de casa uma fêmea para servi-los, para ter os filhos que ele achar conveniente, na hora que julgar adequada, sem aceitar de bom grado nem ao menos uma simples menção de negação. De casa para o trabalho, do trabalho para sair com os amigos, ou do trabalho para casa, onde sempre encontrará a esposa fiel cercada de filhos, que ele mal cumprimenta. Jantar à mesa, esposa na cama para lhe dar sexo, permissão absoluta para ter outras mulheres assim que julgar necessário, ter o direito de exigir ordem dentro de uma casa que mal conhece, eis o resumo da vida de um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que somos conscientizadas a casar e procriar não sei, mas tenho certeza, que se os papéis fossem invertidos, a situação seria outra, beneficiando sempre os homens é claro. Percebo como somos instruídas desde cedo à submissão masculina, de como devemos depender completamente deles, de suas decisões insensatas e inflexíveis, de seu determinismo tendencioso que aponta sempre para um único beneficiário, eles. Por que precisamos de um homem a nos controlar, a gerenciar nossas vidas, nossas vontades, nosso ventre, nossas necessidades biológicas, eu não sei, mas sei que é assim. Parece insensato? Mesmo assim aceitamos como boas mocinhas submissas que somos, tudo conforme o programado, programado pelos homens. Por que para o homem é tão difícil e artificial cuidar de um filho, ou lavar uma casa, se homens faxineiros fazem este serviço sem que a sociedade os conteste ou ponha em dúvida sua masculinidade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo quanto insensato é o papel de escrava procriadora que para nós determinaram, mas se aceitamos deve ser porque também, no fundo, gostamos de ser simples objetos para o uso pessoal deles. Talvez gostemos de ser exploradas e menosprezadas. Por que para um homem é tão difícil aceitar a independência financeira ou mesmo social de uma mulher, ao passo que naturalmente aceitamos a deles, e espontaneamente nos curvamos diante daquilo, ou daqueles que elegemos como os nossos senhores? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Autora:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Polina Karin&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher brasileira que é igual a todas as demais, mas que hoje questiona os valores de um mundo psicologicamente criado e mantido por interesses ocultos, quase impossíveis de serem quebrados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6473585396293050309-6884380744615631028?l=estacaoparanoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/feeds/6884380744615631028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/2009/08/mulher-parte-1.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6473585396293050309/posts/default/6884380744615631028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6473585396293050309/posts/default/6884380744615631028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/2009/08/mulher-parte-1.html' title='A Mulher'/><author><name>Mana Nunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08560898232482780014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/SrGM2e4r2aI/AAAAAAAAAGM/AzALwOCUkFQ/s72-c/mulher2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6473585396293050309.post-2716220484204001594</id><published>2009-07-26T11:56:00.000-07:00</published><updated>2009-08-31T11:10:44.561-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Existencialismo'/><title type='text'>A Renovação de um Aprender</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/Sm2rftbgBuI/AAAAAAAAABU/CinzzNYBpQk/s1600-h/lua_amarela.gif"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363131292527363810" src="http://2.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/Sm2rftbgBuI/AAAAAAAAABU/CinzzNYBpQk/s320/lua_amarela.gif" style="float: left; height: 300px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 183px;" /&gt;&lt;/a&gt;Podemos aprender com o renascer diário; podemos nos descobrir com o viver de cada um, com nosso viver. Não renascemos a cada dia ao acordarmos? Engana-se aquele que se imagina renovado ao nascer. Não se renova ao nascer, renova-se ao modificar-se, e esta é a essência da natureza, o eterno mudar, seja em que nível for. Nosso pensamento é estreito, não consegue enxergar além das memórias de uma vida, nega o eterno dom do aprender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se aprende com um objetivo de chegar-se a algum lugar, o existir não tem endereço de chegada, nem de partida. Fosse assim não haveria motivo existencial para ninguém, para nenhum ser. Observe o inicio de cada coisa, suas mudanças incondicionais, involuntárias, fato sobre o qual não temos controle. Podemos nos dar conta de que mudamos a despeito de nossa vontade, e isso nos facultaria a compreender o porquê existimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existimos simplesmente porque precisamos mudar, não fosse assim, acreditem, não existiríamos, não haveria motivo. O plano perfeito e concluído chegaria ao fim de sua existência. Um universo imutável seria um universo morto. Nasce o universo com uma proposta de renovar a si mesmo. Ele nunca renasce, pois o renascer o anularia, mas antes disso ele se modifica, e isso parece renascimento. Como poderia ele apagar-se para reconstruir-se? Aquilo que foi feito não poderá ser desfeito, fosse assim, tudo seria estático, finito, morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desfeito e Feito não são aspectos polarizados, ou opostos de uma mesma coisa, mas antes disso, as características inatas de tudo que existe. São atributos de todas as coisas creadas, ou criadas, é a lei do movimento progressivo, inflexível, imutável em seu aspecto como lei, responsável por todas as mudanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que nasce não pode ser apagado; não pode ser desnascido. Aquilo que se crea, o foi para ser alterado, aperfeiçoado, ir e vir, pois esse é o processo de renovação do universo. Um alento não pode se tornar desalento, isso seria a anulação de si mesmo, o fim do próprio universo. Cria-se com o propósito de melhorar-se, de ser mais e nunca menos. Do mesmo modo que o mais não pode se tornar menos, o menos é o ponto de referencia para o ser mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascer é renovar-se, mas aquilo que é renovado precisa deixar de lado o aspecto que não mais lhe serve. Lapida-se um diamante não pela inclusão de mais arestas, mas pela suavização dos seus excessos. Aquilo que é jogado fora tem sua utilidade, mas não para a jóia lapidada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos ganhar sem perder alguma coisa, essa é a verdade das coisas creadas. Segure uma pedra em uma das mãos e sinta que a ganhou. Perde ali sua utilidade, nada mais há para se conquistar. Você perderá a utilidade de sua mão se a mantiver segura. Ganhará novamente a liberdade ao deixá-la de lado. Terá aprendido, no entanto, a verdade da creação, onde tudo que se cria, tem por única finalidade perder a si mesmo para se ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autora: &lt;b&gt;Ester Cartago.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A autora é psico-orientadora, antropóloga e também escritora.&lt;br /&gt;Mais artigos da autora em &lt;a href="http://www.sitededicas.com.br/holistica_escola_index.htm"&gt;http://www.sitededicas.com.br/holistica_escola_index.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6473585396293050309-2716220484204001594?l=estacaoparanoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/feeds/2716220484204001594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/2009/07/renovacao-de-um-aprender.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6473585396293050309/posts/default/2716220484204001594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6473585396293050309/posts/default/2716220484204001594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/2009/07/renovacao-de-um-aprender.html' title='A Renovação de um Aprender'/><author><name>Mana Nunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08560898232482780014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/Sm2rftbgBuI/AAAAAAAAABU/CinzzNYBpQk/s72-c/lua_amarela.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6473585396293050309.post-7816273216088767236</id><published>2009-07-25T11:36:00.000-07:00</published><updated>2009-08-01T19:08:34.492-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dicas de Saúde e Bem Estar'/><title type='text'>Dica para Relaxar e Dormir Tranquilo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/SnJpItKBGMI/AAAAAAAAABs/_EVJZYIHJMs/s1600-h/ta_na_hora_de_dormir.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 230px; height: 276px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/SnJpItKBGMI/AAAAAAAAABs/_EVJZYIHJMs/s320/ta_na_hora_de_dormir.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364465704433162434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que tal um modo legal e simples de relaxar e dormir tranquilo? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, nada como &lt;strong&gt;Escalda Pés &lt;/strong&gt;para relaxar e restabelecer o equilíbrio emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escalda-pés já era usado desde os tempos antigos, para relaxamento, insônia, excitação nervosa, irritabilidade, impaciência, problemas respiratórios,  depressão, circulação etc. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Trata-se de um dos mais eficientes meios para se debelar a congestão nasal, mesmo quando feito com água pura, ou levemente salgada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É simples e eficaz podendo ser feito em casa diariamente, após um dia de trabalho estressante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Contra-indicação:&lt;/strong&gt; Para grávidas, hipertensos e pessoas com câncer em metástase justamente por lidar com o fluxo sanguíneo. &lt;br /&gt;Feche portas e janelas para evitar correntes de ar. Encha o recipiente, bacia ou balde, se possível não de plástico, com água quente na temperatura entre 36 e 40 graus. Na quantidade certa para cobrir por completo os tornozelos. Coloque os pés De 10 a 20 minutos é o suficiente.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da água você pode usar ervas que tenha em casa: camomila, hortelã, etc. &lt;br /&gt;Sente confortavelmente, usando roupas folgadas e joelhos cobertos. Mergulhe aos poucos os pés na água e cubra as pernas com uma toalha. Coloque um agasalho ou manta nas costas. Feito, seque bem os pés, calce meias e vá direto para a cama, cobrindo-se adequadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vai aqui algumas dicas do que você pode usar dentro da água.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alecrim:&lt;/strong&gt; Combate dores de cabeça, dores musculares, artrite, cansaço; é tônico.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hortelã:&lt;/strong&gt; Descongestionante, refrescante, expectorante e auxilia no combate à gripe.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Camomila:&lt;/strong&gt; Com ação calmante.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Capim limão:&lt;/strong&gt; Relaxante.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Calêndula:&lt;/strong&gt; Hidratante.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hortelã:&lt;/strong&gt; Refrescante.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alfavaca:&lt;/strong&gt; Resfriados , descongestionante.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gengibre:&lt;/strong&gt;  Alivia tensões, dores musculares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sal&lt;/strong&gt; - duas colheres de sopa de sal na água quente proporciona sensação de leveza nos pés, pois ajudam a drenar o excesso de líquidos e reduzir o inchaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Óleo essencial&lt;/strong&gt; - Pingue algumas gotas na água da bacia.&lt;br /&gt;Essências de eucalipto e menta combatem cansaço e livram as pernas da sensação de peso; lavanda  ajuda a relaxar. Também curam frieiras, pois são fungicidas, bactericidas e cicatrizantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As ervas você compra em qualquer loja de ervas para chás. Também valem aqueles saquinhos de supermercado.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6473585396293050309-7816273216088767236?l=estacaoparanoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/feeds/7816273216088767236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/2009/07/dica-para-relaxar-e-dormir-tranquilo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6473585396293050309/posts/default/7816273216088767236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6473585396293050309/posts/default/7816273216088767236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/2009/07/dica-para-relaxar-e-dormir-tranquilo.html' title='Dica para Relaxar e Dormir Tranquilo'/><author><name>Mana Nunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08560898232482780014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/SnJpItKBGMI/AAAAAAAAABs/_EVJZYIHJMs/s72-c/ta_na_hora_de_dormir.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6473585396293050309.post-1526016069954575225</id><published>2009-07-24T19:00:00.000-07:00</published><updated>2009-08-31T11:12:25.511-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Problemas Humanos'/><title type='text'>A Misteriosa Gripe do Porco</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/Spl6i61PAzI/AAAAAAAAAEc/wHf9k10iiiI/s1600-h/coelho2.gif"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375462370570076978" src="http://2.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/Spl6i61PAzI/AAAAAAAAAEc/wHf9k10iiiI/s320/coelho2.gif" style="cursor: hand; float: left; height: 320px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 192px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Quando um simples vírus se torna capaz de virar o mundo de cabeça para baixo, por que será que somos chamados de seres superiores? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, o vírus, até onde sabemos, não pensa, não leu o jornal do dia, não tem celular de última geração, nem está preocupado com a crise mundial, e no entanto, faz gato e sapato de nós, os chamados "seres superiores".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Superior em arrogância? Superior ao nos medirmos com os animais, com as pulgas, os ratos, ou com nós mesmos? Ter um grande carro ou uma gorda conta bancária significa ser superior? Como, se nada disso é capaz de impedir o simples plano de ação de um vírus monocelular, isso mesmo, de uma só célula, sem cerébro, que sequer é capaz de fazer planos para seu futuro? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade somos um verdadeiro repasto para eles. Sim, eles dependem de nós para viver, por isso somos seu habitat preferido. Fazendo uma analogia bizarra, para eles somos o paraíso idealizado, lugar onde podem se alimentar e proliferar, o perfeito bom viver, sem a menor preocupação em poupar seus hospedeiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, não é exatamente isso que estamos fazendo com o nosso planeta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabia que nos lugares mais frios, temperaturas abaixo de 18 graus, o vírus sobrevive no meio ambiente por até 10 horas? Isso significa dizer que, ele pode ficar em qualquer superfície, a espera de alguém para contaminar, por todo esse tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso o cuidado com a higiente pessoal, a história do alcool gel e tudo mais. Felizes aqueles que moram nas regiões de clima mais quente ou seco. No clima seco, região centro oeste, por exemplo, o vírus só sobrevive por 50 minutos no meio ambiente, e nos estados do nordeste, onde tem muito calor mas também muita umidade, ele sobrevive por até duas horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante saber disso, até como meio para justificar os cuidados com a higiene das mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6473585396293050309-1526016069954575225?l=estacaoparanoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/feeds/1526016069954575225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/2009/07/o-misterio-da-gripe-do-porco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6473585396293050309/posts/default/1526016069954575225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6473585396293050309/posts/default/1526016069954575225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estacaoparanoia.blogspot.com/2009/07/o-misterio-da-gripe-do-porco.html' title='A Misteriosa Gripe do Porco'/><author><name>Mana Nunes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08560898232482780014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cFYkkeWkJLc/Spl6i61PAzI/AAAAAAAAAEc/wHf9k10iiiI/s72-c/coelho2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
